Benediction é uma banda britânica de death metal formada em Birmingham, Inglaterra, em 1989. Conhecida por seu som pesado, riffs brutais e vocais guturais, a banda é considerada uma das pioneiras do gênero, ao lado de nomes como Bolt Thrower, Napalm Death e Carcass. A estética de Benediction é clássica do death metal, com temas sombrios, letras que exploram a morte, a decadência humana e a crítica social, além de uma abordagem crua e direta em sua música.
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Estética e Temática das Letras
A estética visual de Benediction é fortemente influenciada pelo death metal tradicional, com capas de álbuns que frequentemente retratam cenas de horror, morte e destruição. As letras da banda mergulham em temas como a mortalidade, a violência, a desilusão com a sociedade e, em alguns casos, uma abordagem mais filosófica sobre a existência humana. A banda evita o satanismo e o ocultismo, focando mais em uma visão pessimista e realista da vida.
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Álbuns de Estúdio
"Subconscious Terror" (1990)
O álbum de estreia de Benediction estabeleceu a banda como uma força no cenário do death metal. Com um som cru e agressivo, o álbum apresenta riffs pesados e vocais guturais marcantes. A produção é bastante raw, o que adiciona uma atmosfera underground ao disco. Tematicamente, as letras exploram a mente humana, o medo e a loucura.
Destaques: "Jumping at Shadows", "Nuclear Bombs".
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"The Grand Leveller" (1991)
Este álbum consolidou a banda no cenário do death metal. Com uma produção mais polida em comparação ao primeiro trabalho, "The Grand Leveller" apresenta músicas mais complexas e técnicas, mantendo a brutalidade característica. As letras continuam a explorar temas sombrios, como a morte e a decadência da sociedade.
Destaques: "The Grotesque", "Opulence of the Absolute".
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"Transcend the Rubicon" (1993)
Considerado por muitos como o ápice criativo da banda, este álbum traz uma abordagem mais melódica sem perder a agressividade. A produção é mais limpa, e as músicas apresentam uma maior variedade de estruturas e atmosferas. As letras abordam temas como a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte.
Destaques: "Unfound Mortality", "Born in a Fever".
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"The Dreams You Dread" (1995)
Neste álbum, a banda experimenta com elementos mais técnicos e atmosféricos, mantendo sua essência death metal. As letras continuam sombrias, explorando pesadelos e medos profundos. A produção é sólida, e o álbum é bem recebido pelos fãs do gênero.
Destaques: "The Dreams You Dread", "Bound to Die".
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"Grind Bastard" (1998)
Um retorno às raízes mais brutais, "Grind Bastard" é um álbum direto e agressivo. A banda adota uma abordagem mais crua e rápida, com letras que criticam a sociedade e a hipocrisia humana. O álbum é uma resposta ao cenário musical da época, que via o death metal perdendo espaço para outros gêneros.
Destaques: "We Bow to None", "Controlopolis (Rats in the Mask)".
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"Organized Chaos" (2001)
Este álbum marca uma evolução no som da banda, com uma produção mais moderna e uma abordagem mais diversificada. As letras continuam a explorar temas sombrios, mas com uma visão mais introspectiva. O álbum é bem equilibrado, misturando brutalidade e melodia.
Destaques: "The Grey Man", "Temple of Hypocrisy".
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"Killing Music" (2008)
Após um hiato de sete anos, Benediction retorna com "Killing Music", um álbum que combina a agressividade clássica da banda com elementos modernos do death metal. As letras abordam temas como a guerra e a destruição, com uma crítica social contundente.
Destaques: "The Crooked Man", "Dripping with Disgust".
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"Scriptures" (2020)
O mais recente álbum da banda, "Scriptures", mostra Benediction em plena forma, com um som que honra suas raízes enquanto incorpora influências contemporâneas. A produção é impecável, e as letras continuam a explorar temas sombrios e introspectivos. O álbum foi muito bem recebido por fãs e críticos, consolidando a banda como uma lenda viva do death metal.
Destaques: "Stormcrow", "Rabid Carnality".
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A Participação de Mark "Barney" Greenway no Primeiro Álbum
A história do Benediction é marcada por mudanças significativas em sua formação, especialmente no que diz respeito aos vocalistas. Duas figuras importantes nessa trajetória são Mark "Barney" Greenway, conhecido por seu trabalho no Napalm Death, e Dave Ingram, que se tornou um dos vocalistas mais icônicos da banda.
Mark "Barney" Greenway, que já era uma figura conhecida no cenário do grindcore e death metal por seu trabalho no Napalm Death, foi o vocalista do Benediction durante a gravação do álbum de estreia da banda, "Subconscious Terror" (1990). Na época, o Benediction estava em seus estágios iniciais, e Greenway foi convidado para assumir os vocais após a saída do vocalista original, Paul Adams.
Greenway trouxe consigo uma energia agressiva e visceral, característica de seu estilo vocal no Napalm Death. Sua performance em "Subconscious Terror" é marcada por vocais guturais profundos e uma entrega intensa, que ajudaram a definir o som cru e brutal do álbum. Apesar de sua curta passagem pela banda, Greenway deixou uma marca indelével no primeiro trabalho do Benediction, contribuindo para estabelecer a banda como uma força emergente no death metal britânico.
Após a gravação de "Subconscious Terror", Greenway decidiu retornar ao Napalm Death, onde continuaria a consolidar sua carreira como um dos vocalistas mais influentes do metal extremo. Sua saída abriu caminho para a chegada de um novo vocalista, que se tornaria uma figura central na história do Benediction: Dave Ingram.
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A Chegada de David Ingram ao Benediction
Com a saída de Greenway, o Benediction precisava de um vocalista que pudesse manter a intensidade e a brutalidade do som da banda. Foi então que Dave Ingram entrou em cena. Ingram, que já tinha experiência em bandas de metal locais, trouxe uma nova dinâmica ao Benediction com sua voz poderosa e gutural, além de uma presença de palco marcante.
Ingram estreou no segundo álbum da banda, "The Grand Leveller" (1991), que é considerado um marco na discografia do Benediction. Sua voz profunda e agressiva combinou perfeitamente com os riffs pesados e a atmosfera sombria do álbum. Ingram rapidamente se tornou um dos vocalistas mais respeitados do death metal, e sua contribuição foi fundamental para o sucesso do Benediction nos anos 90.
Durante sua primeira passagem pela banda (1990-1998), Ingram gravou alguns dos álbuns mais aclamados do Benediction, incluindo "Transcend the Rubicon" (1993) e "The Dreams You Dread" (1995). Suas letras e performances ajudaram a consolidar a identidade da banda, com temas sombrios e uma abordagem crua e direta.
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O Retorno de Dave Ingram
Após deixar o Benediction em 1998, Dave Ingram seguiu carreira em outras bandas, como o Bolt Thrower (onde substituiu Karl Willetts por um breve período) e o Down Among the Dead Men. No entanto, em 2019, Ingram anunciou seu retorno ao Benediction, substituindo o vocalista Frank Healy. Sua volta foi recebida com entusiasmo pelos fãs, e ele participou da gravação do mais recente álbum da banda, "Scriptures" (2020).
No álbum "Scriptures", Ingram demonstra que ainda está no auge de sua forma, com vocais poderosos e uma entrega emocional que remete aos clássicos da banda. Sua presença ajudou a revitalizar o Benediction, trazendo de volta a energia e a brutalidade que fizeram da banda uma lenda do death metal.
Benediction é uma das bandas mais respeitadas do death metal, mantendo-se fiel ao seu som ao longo de mais de três décadas. Sua influência pode ser sentida em inúmeras bandas do gênero, e sua discografia é um testemunho de sua consistência e dedicação ao metal extremo. A banda continua ativa, provando que o death metal nunca morre.
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DIAS EM QUE ESCUTEI A BANDA
ÁLBUNS DE ESTÚDIO
Subconscious Terror (1990)The Grand Leveller (1991)
Transcend the Rubicon (1993)
The Dreams You Dread (1995)
Grind Bastard (1998)
Organised Chaos (2001)
Killing Music (2008)
Scriptures (2020)
Ravage Of Empires (2025)
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SINGLES / EPS
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