domingo, 2 de março de 2025

JUDAS PRIEST


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Judas Priest é uma das bandas mais icônicas e influentes do heavy metal, frequentemente creditada por ajudar a definir o gênero. Formada em Birmingham, Inglaterra, em 1969, a banda é conhecida por sua estética marcante, riffs poderosos, vocais agudos e letras que exploram temas como rebeldia, fantasia, mitologia e questões sociais. A dupla de guitarristas, Glenn Tipton e K.K. Downing (e posteriormente Richie Faulkner), criou um som único que combinava velocidade, melodia e peso, enquanto Rob Halford, com sua voz versátil e poderosa, se tornou um dos maiores vocalistas do metal.

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Curiosidades:

Rob Halford é conhecido como o "Metal God" (Deus do Metal), um título que surgiu da música "Metal Gods" e que acabou se tornando um apelido carinhoso dos fãs.

A banda popularizou o uso de couro e spikes (espinhos) como parte da estética do metal, influenciando gerações de bandas e fãs.

Judas Priest foi uma das primeiras bandas a usar guitarras duplas de forma proeminente, criando harmonias complexas que se tornaram uma marca registrada do som deles.

Em 1990, a banda foi processada por supostamente incitar o suicídio de dois jovens com a música "Better by You, Better than Me". O caso foi amplamente divulgado, mas a banda foi absolvida.

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Estética e Temática:

A estética do Judas Priest é uma mistura de couro, metal e rebeldia, com uma forte influência da cultura motociclista e BDSM (embora de forma estilizada). As letras das músicas variam desde temas fantásticos e mitológicos ("Painkiller", "The Sentinel") até críticas sociais ("Breaking the Law", "Electric Eye") e reflexões pessoais ("Beyond the Realms of Death", "Angel"). A banda também explorou temas de tecnologia e distopia, especialmente nos álbuns dos anos 1980.

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Álbuns de estúdio:

Rocka Rolla (1974)

O álbum de estreia é mais próximo do hard rock e do blues rock do que do heavy metal clássico que a banda viria a definir. Produzido por Rodger Bain, o álbum tem um som cru e experimental, com destaque para músicas como "Never Satisfied" e a faixa-título "Rocka Rolla". Apesar de não ser tão aclamado, é um marco inicial importante.

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Sad Wings of Destiny (1976)

Considerado um dos primeiros clássicos do heavy metal, este álbum marcou a transição da banda para um som mais pesado e complexo. Músicas como "Victim of Changes" e "The Ripper" mostram a versatilidade de Halford e a habilidade da banda em criar atmosferas épicas. Um álbum essencial para fãs de metal.

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Sin After Sin (1977)

Produzido por Roger Glover (do Deep Purple), este álbum expandiu o som da banda com experimentações e uma produção mais polida. "Sinner" e "Dissident Aggressor" (esta última posteriormente regravada pelo Slayer) são destaques. A banda começou a explorar temas mais sombrios e complexos.

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Stained Class (1978)

Um dos álbuns mais influentes do Judas Priest, com músicas como "Exciter" e "Beyond the Realms of Death". O som é mais rápido e agressivo, antecipando o speed metal. O álbum também foi envolvido na polêmica do caso de suicídio, mas permanece como um clássico do gênero.

Detalhes sobre o polêmico caso do suicídio envolvendo a música "Better by You, Better than Me".

Em 1990, o Judas Priest foi alvo de uma ação civil nos Estados Unidos que alegava que a banda era responsável por um incidente ocorrido em Sparks, Nevada, em 1985, no qual James Vance, de 20 anos, e Raymond Belknap, de 18 anos, atiraram em si mesmos. Na noite de 23 de dezembro de 1985, Vance e Belknap foram a um playground de uma igreja com uma espingarda de calibre 12 com o intuito de cometer suicídio. Eles haviam consumido álcool e maconha mais cedo naquela noite. A ação judicial alegava que o par havia ouvido o álbum de 1978 do Judas Priest, Stained Class, naquela noite. Belknap foi o primeiro a colocar a espingarda sob o queixo e morreu instantaneamente ao puxar o gatilho. Algum tempo depois, Vance também atirou em si mesmo, mas conseguiu apenas desfigurar-se, destruindo a metade inferior de seu rosto. Vance morreu três anos depois de uma suspeita de overdose de drogas.

As famílias de Belknap e Vance processaram o Judas Priest e seus membros, alegando que a banda havia inserido mensagens subliminares como "tente o suicídio", "faça isso" e "vamos estar mortos" na versão da banda da música de 1969 do Spooky Tooth, "Better by You, Better than Me". O Judas Priest havia gravado a versão a pedido de sua gravadora após o restante de Stained Class ter sido concluído. Os autores da ação alegaram que esse comando subliminar foi o gatilho que levou diretamente ao par decidir atirar em si mesmos. Os pais de Vance afirmaram que seu filho havia passado por problemas por um longo tempo antes do pacto de suicídio, mas havia recentemente "mudado para melhor" e havia retomado a fé cristã de sua família antes que a "música lixo" do Judas Priest o tivesse desviado novamente.

Fãs locais de heavy metal protestaram durante o julgamento, pedindo que o Judas Priest fosse inocentado. Os autores da ação tocaram a música em várias velocidades e de trás para frente, alegando o uso de backmasking. O julgamento durou de 16 de julho a 24 de agosto de 1990, quando o juiz arquivou a ação com base no argumento de que a suposta mensagem subliminar "era uma convergência coincidental de um acorde de guitarra com um padrão de exalação". Uma das testemunhas de defesa, Dr. Timothy E. Moore, escreveu um artigo para o Skeptical Inquirer detalhando o julgamento. O julgamento foi retratado em um documentário de 1991, Dream Deceivers: The Story Behind James Vance Vs. Judas Priest (disponível no Youtube).

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Killing Machine (1978) / Hell Bent for Leather (1979)

Lançado como "Killing Machine" no Reino Unido e "Hell Bent for Leather" nos EUA, este álbum trouxe um som mais acessível e direto, com músicas como "Delivering the Goods" e a faixa-título "Hell Bent for Leather". A banda começou a adotar uma estética mais agressiva e voltada para o metal.

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British Steel (1980)

Um marco na carreira da banda, este álbum trouxe hinos como "Breaking the Law" e "Living After Midnight". O som é mais enxuto e direto, com letras memoráveis e riffs poderosos. Um dos álbuns mais importantes da história do heavy metal.

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Point of Entry (1981)

Um álbum mais voltado para o hard rock, com um som menos pesado e mais comercial. Músicas como "Heading Out to the Highway" e "Hot Rockin'" são destaques, mas o álbum é considerado menos consistente em comparação com seus predecessores.

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Screaming for Vengeance (1982)

Um dos álbuns mais vendidos da banda, com o clássico "You've Got Another Thing Comin'". O som é agressivo e melódico, consolidando o Judas Priest como uma das maiores bandas de metal do mundo. Outro destaque é "Electric Eye".

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Defenders of the Faith (1984)

Apelidado de "Metalizer" pelos fãs, este álbum é uma resposta ao movimento glam metal, reafirmando o compromisso da banda com o heavy metal tradicional. Músicas como "Freewheel Burning" e "The Sentinel" são clássicos instantâneos.

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Turbo (1986)

Um álbum controverso, onde a banda experimentou com sintetizadores e um som mais comercial. Músicas como "Turbo Lover" e "Locked In" dividiram os fãs, mas o álbum tem seu charme e representa uma época específica dos anos 1980.

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Ram It Down (1988)

Um retorno parcial ao som pesado, com músicas como a faixa-título "Ram It Down" e "Heavy Metal". Apesar de algumas faixas mais comerciais, o álbum mostra a banda tentando recuperar o terreno perdido com os fãs mais tradicionais.

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Painkiller (1990)

Considerado por muitos o auge da carreira do Judas Priest, este álbum é uma explosão de speed metal e técnica. A faixa-título "Painkiller" é uma das músicas mais rápidas e pesadas da banda, e o álbum como um todo é uma obra-prima do gênero.

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Jugulator (1997)

O primeiro álbum sem Rob Halford, com Tim "Ripper" Owens nos vocais. Um som mais moderno e pesado, com influências do groove metal. Músicas como "Jugulator" e "Cathedral Spires" são destaques, mas o álbum divide opiniões entre os fãs.

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Demolition (2001)

Outro álbum com Tim Owens, este é considerado o mais fraco da discografia da banda, com experimentações que não agradaram a todos. Apesar disso, ainda tem momentos interessantes, como "Machine Man".

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Angel of Retribution (2005)

O retorno triunfal de Rob Halford após mais de uma década. O álbum combina o clássico som do Judas Priest com elementos modernos. Destaques incluem "Judas Rising" e "Lochness".

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Nostradamus (2008)

Um álbum conceitual ambicioso sobre o profeta Nostradamus. Com mais de duas horas de música, o álbum é uma experiência épica, mas divide os fãs devido à sua extensão e abordagem mais progressiva.

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Redeemer of Souls (2014)

Um retorno ao som clássico, com músicas como a faixa-título "Redeemer of Souls" e "Halls of Valhalla". O álbum foi bem recebido pelos fãs e mostrou que a banda ainda tinha muito a oferecer.

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Firepower (2018)

Um dos álbuns mais aclamados da banda em décadas, com uma produção poderosa e músicas como "Lightning Strike" e "Firepower". Um testemunho da longevidade e relevância do Judas Priest.

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Judas Priest continua sendo uma força vital no heavy metal, influenciando inúmeras bandas e mantendo-se relevante ao longo de mais de cinco décadas. Sua música, estética e atitude continuam a inspirar fãs ao redor do mundo.


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