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Sinister: Uma Lenda do Death Metal Holandês
A banda Sinister é um dos nomes mais importantes do death metal europeu, surgindo nos Países Baixos no final dos anos 80. Com uma abordagem brutal e técnica, eles se consolidaram como uma referência no gênero, influenciando várias bandas ao longo das décadas. Vamos explorar a história, curiosidades, estética e a discografia completa da banda.
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CURIOSIDADES
- A banda foi fundada em 1988 por Mike van Mastrigt (vocal), André Tolhuizen (guitarra) e Aad Kloosterwaard (bateria).
- Inicialmente, eles tocavam thrash metal, mas rapidamente migraram para um som mais brutal e técnico, se tornando um dos primeiros expoentes do death metal holandês.
- Sinister teve várias mudanças de formação, sendo Aad Kloosterwaard o único membro constante, começando como baterista e depois assumindo os vocais.
- Em 2003, a banda se separou por um curto período, mas retornou em 2005, agora com Aad nos vocais e com uma formação renovada.
- Seu som é altamente influenciado pelo death metal americano da Flórida (Morbid Angel, Deicide, Malevolent Creation) e pelo death metal europeu extremo (Bolt Thrower, Grave, Dismember).
ESTÉTICA
O Sinister sempre manteve uma estética sombria, brutal e anticristã, com letras abordando morte, guerra, ocultismo e blasfêmia. A sonoridade é marcada por riffs rápidos e técnicos, bateria agressiva e vocais guturais profundos. Eles equilibram brutalidade e complexidade, incorporando mudanças de ritmo e passagens melódicas discretas.
A arte de seus álbuns também reflete essa abordagem, com capas detalhadas e atmosferas que remetem ao inferno, guerra e rituais macabros.
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ÁLBUNS DE ESTÚDIO
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1. Cross the Styx (1992)
O debut da banda é um clássico do death metal europeu. Rápido, brutal e técnico, o álbum mostra influências diretas de Morbid Angel e Deicide. Destaques:
Doomed
Cross the Styx
Compulsory Resignation
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2. Diabolical Summoning (1993)
Um dos melhores trabalhos da banda. Mais maduro e agressivo, com riffs mais elaborados e um clima ainda mais sombrio. Destaques:
Sadistic Intent
Sense of Demise
Diabolical Summoning
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3. Hate (1995)
Aqui a banda se torna ainda mais técnica e brutal. A produção é mais suja, dando um tom caótico ao álbum. Destaques:
Awaiting the Absu
Embodiment of Chaos
Art of the Damned
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4. Aggressive Measures (1998)
Mantém a brutalidade, mas traz algumas variações rítmicas interessantes. O álbum tem uma sonoridade mais moderna para a época. Destaques:
Aggressive Measures
Beyond the Superstition
Bleeding Towards the Wendigo
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5. Creative Killings (2001)
O primeiro álbum sem o vocalista original, Mike van Mastrigt. Rachel Heyzer assume os vocais, tornando-se uma das poucas mulheres no death metal extremo. Destaques:
Moralistic Suffering
Reviving the Dead
Early Gothic Horror
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6. Savage or Grace (2003)
Rachel continua nos vocais, e o álbum segue a linha brutal dos anteriores, mas com produção um pouco mais polida. Destaques:
Dominion
Collapse Rewind
Apocalypse in Time
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7. Afterburner (2006)
A banda retorna após um hiato, agora com Aad Kloosterwaard nos vocais. O som se torna mais direto e brutal, com menos elementos técnicos. Destaques:
The Grey Massacre
Men Down
Presage of the Mindless
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8. The Silent Howling (2008)
Um álbum mais atmosférico, com faixas longas e mudanças de ritmo. Uma tentativa de experimentar dentro do estilo. Destaques:
The Silent Howling
If It Bleeds…
The Kill to Come
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9. Legacy of Ashes (2010)
Um dos álbuns mais agressivos da banda, resgatando o peso das primeiras fases. Destaques:
Into the Blind World
The Enemy of My Enemy
The Sin of Sodomy
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10. The Carnage Ending (2012)
O álbum mistura brutalidade e algumas melodias sutis. Um dos melhores lançamentos modernos da banda. Destaques:
Oath of Rebirth
Regarding the Imagery
The Final Destroyer
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11. The Post-Apocalyptic Servant (2014)
Segue a linha do anterior, mas com uma abordagem mais direta e brutal. Destaques:
The Science of Prophecy
Blood Ecstasy
The End of All That Conquers
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12. Syncretism (2017)
O álbum traz elementos sinfônicos, criando um clima mais épico e atmosférico, sem perder a agressividade. Destaques:
Neurophobic
Dominance by Acquisition
Black Slithering Mass
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13. Deformation of the Holy Realm (2020)
Um dos álbuns mais bem produzidos da banda, trazendo riffs afiados e uma atmosfera sombria. Destaques:
Deformation of the Holy Realm
Unbounded Sacrilege
Scourged by Demons
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CONCLUSÃO
O Sinister é um dos pilares do death metal europeu, com uma discografia consistente e um som brutal que se manteve relevante ao longo das décadas. Mesmo com mudanças de formação e experimentações, eles nunca abandonaram sua essência extrema. Se você gosta de death metal rápido, brutal e técnico, essa é uma banda essencial.
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