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domingo, 17 de novembro de 2024

REPROGRAMAÇÃO 17 11 2024

 

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FILME VISTO

🎥No final da tarde deste domingo revi o filme A Chegada (Arrival, 2016) exibido no canal AMC.

A Chegada é um filme de ficção científica dirigido por Denis Villeneuve, baseado no conto Story of Your Life de Ted Chiang. Ele aborda temas como comunicação, temporalidade e a interconexão humana, por meio da história de Louise Banks (Amy Adams), uma linguista encarregada de decifrar a linguagem de alienígenas que chegam à Terra em misteriosas naves. O filme transcende a ficção científica convencional ao usar o encontro com extraterrestres como um catalisador para explorar a comunicação e a percepção do tempo. A narrativa é conduzida pela tentativa de Banks e sua equipe de estabelecer diálogo com os alienígenas, conhecidos como heptapods, cujos conceitos linguísticos desafiam a linearidade do pensamento humano. 

A linguagem heptapod, representada por complexos logogramas circulares, revela uma perspectiva não-linear do tempo, impactando a protagonista de maneira pessoal e filosófica. Essa revelação conecta-se a uma experiência emocional marcante de Banks, que vive o futuro, presente e passado simultaneamente, refletindo sobre escolhas inevitáveis e o significado do sofrimento.

O filme também critica a tensão geopolítica e a desconfiança entre nações, que ameaçam transformar um momento de potencial avanço em um desastre. O trabalho de Banks, ao buscar uma solução pacífica, reafirma a importância do diálogo e da colaboração global. A Chegada é um filme que utiliza a ficção científica como um meio para discutir questões fundamentais da existência humana, tornando-se uma obra tão desafiadora quanto recompensadora. É uma meditação sobre a linguagem, o tempo e o que nos torna humanos, destacando-se como um marco no gênero.

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Jessica Coon

Jessica Coon é uma linguista e professora da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, com uma carreira notável no estudo de línguas indígenas e teoria sintática. Sua pesquisa foca em idiomas maias, como o Chol, e em conceitos linguísticos como a ergatividade, uma estrutura gramatical em que a relação entre sujeito, objeto e agente é marcada de forma diferente da maioria das línguas ocidentais.

Além de suas contribuições acadêmicas, Coon também ganhou destaque ao atuar como consultora no filme *A Chegada* (*Arrival*), de 2016, ajudando a desenvolver a base linguística para a comunicação com os alienígenas no filme. Essa colaboração trouxe atenção para o papel das linguísticas em contextos que envolvem quebra de barreiras culturais e de linguagem.

Seu trabalho combina pesquisa de campo com abordagens teóricas, sendo fundamental para documentar e preservar línguas ameaçadas e para aprofundar o entendimento dos universais linguísticos.

📗Aspectos da Ergatividade dividida [Livro] de Jessica Coon

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Keith Chen

Keith Chen é um economista e pesquisador conhecido por suas contribuições no campo da economia comportamental, com foco em como a linguagem influencia as decisões econômicas e sociais. Um de seus trabalhos mais famosos explora a hipótese de que a estrutura gramatical de uma língua, particularmente como ela lida com o tempo, pode afetar o comportamento econômico, como poupança e planejamento de longo prazo.

Pesquisa sobre Linguagem e Economia

No estudo, Chen argumenta que falantes de línguas que não têm uma clara distinção gramatical entre o presente e o futuro (como o chinês) tendem a ser mais propensos a poupar dinheiro e planejar para o futuro. Em contraste, falantes de línguas que possuem uma distinção gramatical forte entre presente e futuro (como o inglês) seriam menos inclinados a esses comportamentos.

Essa pesquisa gerou debates significativos na economia e linguística, com alguns elogiando a inovação da abordagem e outros questionando a causalidade e a complexidade das variáveis envolvidas.

Contribuições e Impacto

Além de seu trabalho sobre linguagem, Keith Chen também pesquisou temas como a racionalidade em mercados e o comportamento do consumidor. Sua abordagem interdisciplinar une economia, psicologia e linguística para abordar questões fundamentais sobre a tomada de decisão humana.

[O Filme A chegada mostra como a linguagem influencia nossos pensamentos - Matéria Revista Época] (Trecho retirado da matéria sobre o filme A Chegada publicado no site da Revista Época) O economista comportamental Keith Chen vai além e argumenta que a língua pode até mesmo influenciar a capacidade de poupar dinheiro. Suas pesquisas concluíram que falantes de línguas que não diferenciam a conjugação de verbos no presente e no futuro, como o japonês e o chinês, são mais econômicos. Entre eles, o hábito da poupança é 30% maior do que entre anglófonos. As gramáticas de línguas como o inglês (e o português) constroem uma ideia de futuro distante do presente, o que desestimularia a poupança em favor dos gastos imediatos.

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sábado, 26 de outubro de 2024

REPROGRAMAÇÃO 26 10 2024

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PESQUISAS REALIZADAS

🔖Pensadores e autores que inspiraram o Heavy Metal.

🔖Uma Abadia de Thelema na Itália de Mussolini

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Leah Hirsig (1883–1975) foi uma figura notável no ocultismo, mais conhecida como discípula e parceira do místico inglês Aleister Crowley, um dos nomes mais influentes do esoterismo moderno. Suíça de nascimento e naturalizada americana, Hirsig conheceu Crowley na década de 1910 e, fascinada por suas práticas e filosofias, passou a segui-lo em sua jornada pelo "caminho da mão esquerda" e pela doutrina de Thelema.

Ela assumiu o nome mágico de “Alostrael” e desempenhou um papel fundamental na Abadia de Thelema, o centro espiritual de Crowley em Cefalù, na Itália. A Abadia serviu como um espaço de experimentação espiritual e prática ritualística, onde Hirsig e Crowley buscavam alcançar a “Verdade Superior” e realizar a “Grande Obra” por meio de rituais e ensinamentos thelêmicos. Leah Hirsig também foi um dos maiores apoios de Crowley, tanto no aspecto pessoal quanto no espiritual, registrando suas experiências e insights em diários que hoje ajudam a entender a vida e o pensamento de Crowley.

No entanto, a vida ao lado de Crowley teve altos e baixos, e o relacionamento deles foi marcado tanto pela intensa dedicação espiritual quanto por conflitos pessoais. Eventualmente, eles se afastaram, e Hirsig seguiu seu próprio caminho, mas sua influência na filosofia e nos rituais de Crowley deixou uma marca permanente no movimento ocultista.

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FILME VISTO

O Casamento Alquímico / Chemical Wedding, 2008, Reino Unido 1h49m ( Youtube )

Cotação★★

Resenha crítica: Chemical Wedding, também conhecido como Crowley, é um filme de terror e ficção científica britânico de 2008, dirigido por Julian Doyle e co-escrito por Bruce Dickinson, vocalista da banda Iron Maiden. Inspirado na vida e nas crenças do ocultista inglês Aleister Crowley, o filme tenta explorar temas de magia, reencarnação e a fusão entre ciência e ocultismo. A narrativa acompanha um professor tímido de Cambridge, Dr. Haddo (interpretado por Simon Callow), que, após uma experiência de realidade virtual, torna-se possuído pelo espírito de Crowley e adota sua personalidade hedonista e caótica.

A premissa é interessante: o ressurgimento de Crowley no século XXI ocorre através da tecnologia moderna, unindo misticismo e ciência. No entanto, o desenvolvimento desse conceito acaba se tornando um ponto fraco do filme. A transição do Dr. Haddo para Crowley é rápida e um tanto forçada, sem o devido desenvolvimento da tensão psicológica ou filosófica que poderia transformar o personagem. Além disso, a narrativa se perde entre momentos de humor desajeitado e cenas de horror exageradas que não cumprem seu potencial.

Simon Callow entrega uma performance excêntrica que traz certa vitalidade à trama, mas a direção de Julian Doyle e o roteiro de Dickinson muitas vezes descambam para o absurdo e o caricato, o que pode comprometer o impacto pretendido. Em vez de explorar a complexidade dos temas de Crowley sobre liberdade, espiritualidade e moralidade, o filme acaba pendendo para uma representação quase paródica de Crowley como um vilão sobrenatural.

A fotografia e o design de produção são razoavelmente competentes, e algumas cenas até evocam um tom intrigante e místico. No entanto, as falhas narrativas e a ausência de profundidade nos temas impedem o filme de se tornar uma obra mais memorável. Chemical Wedding é um thriller que promete uma reflexão sobre a identidade e o poder do misticismo, mas termina como uma curiosidade para os fãs de terror e do personagem excêntrico que foi Aleister Crowley. É recomendável para os entusiastas do oculto e do rock, dada a presença de Bruce Dickinson no projeto, mas talvez não conquiste um público mais amplo devido ao seu tom inconsistente e ao roteiro confuso.

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MÚSICA

Carcass (Banda Inglesa de Metal Extremo) (1985- 1996) (2007 - Dias atuais) - Escutei algumas músicas da banda Carcass, banda inglesa de metal fundada em 1985.

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ANIMAÇÃO

One Piece - Veja a postagem especial da animação que criei dia 21 de Outubro

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domingo, 13 de outubro de 2024

CONSTANTINE: CITIY OF DEMONS (2018)

 

[CINEFILIA]

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Constantine: Cidade dos Demônios - O Filme 
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Título original: Constantine: City of Demons

2018 / Censura:16 anos / 1h 30 min

 Resenha crítica: Constantine: Cidade dos Demônios - O Filme (2018)

    "Constantine: Cidade dos Demônios" é uma animação da DC lançada em 2018 que mergulha no lado sombrio e sobrenatural do universo de John Constantine, personagem criado por Alan Moore e que se destaca pelo tom cínico e complexo de suas aventuras. Baseada na série de quadrinhos "Hellblazer", a animação segue o estilo dark característico do personagem, oferecendo uma trama intensa e recheada de elementos de horror e ocultismo.

    A história gira em torno de John Constantine (dublado por Matt Ryan), um detetive do oculto e mago, que é convocado por seu velho amigo, Chas Chandler, para investigar o coma misterioso de sua filha, Trish. Ao longo da narrativa, Constantine se depara com o poderoso demônio Nergal, uma figura que carrega um passado traumático em sua vida, o que aprofunda o peso emocional da trama. A animação explora temas densos como sacrifício, culpa e as consequências de lidar com o sobrenatural, temas recorrentes nas histórias do anti-herói.

    Tecnicamente, a animação é impressionante, especialmente considerando que foi lançada como parte de uma série animada, depois condensada em um filme. A direção de arte carrega um tom sombrio e pesado, complementado por uma paleta de cores escuras e um uso eficaz da violência gráfica, o que torna a animação adequada para o público adulto. A atmosfera opressiva reflete bem o mundo infernal que Constantine frequenta, com criaturas grotescas e sequências assustadoras que capturam a essência do horror.

    No entanto, a narrativa apresenta alguns altos e baixos. Embora o enredo seja rico em conteúdo ocultista e mitologia, sua estrutura às vezes parece apressada. O filme lida com questões complexas, como a busca de Constantine por redenção, o uso da magia e as consequências de brincar com forças infernais, mas nem sempre há tempo suficiente para o desenvolvimento pleno dessas ideias. O ritmo pode parecer abrupto para quem não está familiarizado com o personagem ou com o universo em que ele atua. Para fãs da mitologia de Constantine, entretanto, o filme oferece várias recompensas, com referências a histórias clássicas, como a tragédia de Newcastle.

    O ponto alto de "Cidade dos Demônios" é, sem dúvida, a caracterização de John Constantine. Matt Ryan reprisa seu papel com maestria, trazendo um tom sarcástico e amargurado que captura a essência do personagem. Constantine é um anti-herói com falhas profundas, e a animação não tem medo de mostrar sua moralidade dúbia e as decisões sombrias que ele toma para salvar os outros, mesmo que isso custe seu próprio bem-estar. Essa profundidade faz de Constantine uma figura fascinante, contrastando com os super-heróis mais tradicionais da DC.

    Por outro lado, o filme tem algumas limitações no desenvolvimento de personagens secundários. Chas, por exemplo, desempenha um papel importante na trama, mas não recebe o mesmo nível de atenção ou profundidade emocional que Constantine. Além disso, a introdução de figuras mitológicas como o deus da morte asteca, Mictlantecuhtli, oferece uma boa diversidade de antagonistas, mas alguns dos demônios secundários acabam sendo pouco explorados.

    Em termos de impacto, "Constantine: Cidade dos Demônios" não se intimida em abraçar o lado mais sombrio do universo de John Constantine. Com cenas gráficas de violência, rituais ocultistas e uma trama focada em sacrifícios pessoais, o filme se destaca por oferecer uma experiência visceral e emocionante. No entanto, o enredo pode parecer desconexo ou confuso para quem não conhece a fundo o personagem ou o material de origem.

Conclusão

"Constantine: Cidade dos Demônios" é uma animação envolvente para fãs do personagem e de histórias de horror ocultista. Ela oferece uma boa dose de ação sombria e um enredo emocionalmente carregado, centrado na complexa figura de John Constantine. Embora tenha falhas no desenvolvimento de alguns personagens e no ritmo da história, a animação consegue capturar a essência do personagem e proporcionar uma experiência única dentro do universo animado da DC. Para quem gosta de tramas sombrias e anti-heróis cínicos, este filme é uma adição valiosa ao catálogo.

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TRAMA EM DETALHES

    John Constantine desperta de um sonho com sussurros vindos de todo o mundo. Ele se encontra em seu apartamento, cercado por pequenas projeções de seus demônios interiores, vestidas com capas de trincheira. Eles atacam John, que então usa magia para absorver os demônios de volta ao seu subconsciente. Ele é visitado por seu velho amigo, Chas Chandler, que ele não via há uma década. Chas pede a John que ajude sua filha Trish, que inesperadamente entrou em coma, algo que Chas suspeita ser resultado de magia negra. John usa magia em Trish e descobre que sua aura está corrompida. Ele convoca Asa, a Enfermeira do Pesadelo, para ajudar a identificar o problema, mas Asa não consegue encontrar a alma de Trish. Trish consegue se comunicar brevemente através de Asa antes que uma entidade demoníaca a possua e dê a John um endereço. Enquanto John e Chas viajam para Los Angeles para recuperar a alma de Trish, Asa e Renee, esposa de Chas, permanecem com Trish. Asa magicamente força Renee a contar a história de Newcastle, que John se recusa a falar. Renee revela que John e Chas eram melhores amigos desde crianças e até formaram uma banda juntos na juventude. Quando descobriram que o mentor deles, Alex Logue, estava usando sua filha Astra para realizar um feitiço sombrio sob sua boate em Newcastle, John, que praticava ocultismo desde garoto, tentou salvar Astra invocando um demônio real. O demônio Nergal matou Alex e seus seguidores, mas também massacrou os frequentadores do clube e levou Astra consigo para o Inferno. 

    O trauma do incidente levou John a ser internado em um instituto psiquiátrico. No entanto, Renee não se lembra de ter compartilhado essa informação com Asa. John tem novamente um sonho com os sussurros globais e suspeita que alguém está mexendo com sua mente. Chas os leva ao endereço, onde são recebidos em uma mansão por um mordomo antropomórfico com cabeça de porco. Dentro da mansão, John se depara com uma piscina de cadáveres em decomposição antes que o monstruoso demônio Beroul se apresente. O demônio explica que seu esquema de roubo de almas foi apenas um pretexto para recrutar os serviços de John. Beroul revela que pretende criar sua própria ramificação do Inferno, mas precisa que John elimine seus concorrentes demoníacos.

    Depois de sobreviver a uma perseguição na estrada por cães demoníacos e ser salvo por um motorista aparentemente possuído, John se encontra novamente com Beroul, que revela ser Nergal e estar por trás da praga das vítimas em coma. O demônio força John a ajudá-lo, mostrando que ele tem a alma de Trish presa em seu corpo. Em seguida, John encontra Angela, a consciência coletiva de Los Angeles, que o vinha seguindo desde que ele chegou, possuindo várias pessoas, incluindo o motorista que o resgatou. Seduzindo-o, ela admite que libertou seus demônios interiores como um teste e diz que não permitirá que demônios do desespero envenenem uma cidade de esperança. Ao retornar para Chas, John admite que não tem o poder para derrotar os inimigos de Nergal sozinho. Ele então elabora um plano. Primeiro, ele atrai o deus da morte asteca Mictlantecuhtli para atacar os demônios por ele. Depois, ele atrai os demônios para uma igreja não consagrada, prometendo entregar Nergal, os prende lá dentro com água benta e permite que o deus e os demônios lutem entre si, finalizando o deus vitorioso com um feitiço. 

    De volta ao hospital, John convoca Nergal. Ele tenta um blefe: isolando Nergal de suas proteções, assediando-o com os demônios internos de Constantine e abrindo todos os portões entre o Inferno e Los Angeles, deixando Nergal com 5.000 competidores para enfrentar, em vez de cinco. Nergal chama o blefe de John, forçando-o a usar seu plano de reserva: a Maldição de Camdever. Liberando todo o amor de Trish e Renee por Chas, a maldição destrói o demônio, já que a alma de Trish estava trancada dentro dele. Isso liberta a garota, salva as vítimas em coma e destrói o demônio. Porém, mais tarde, em uma lanchonete, John revela a Chas que o amor foi o sacrifício que alimentou a maldição: Trish e Renee nunca mais se lembrarão de Chas e, além disso, Chas não se lembrará de John. Angela aparece na forma de um homem idoso, agradece a John e promete cuidar de Chas. John parte de volta para Londres, com um demônio interior sobrevivente para lhe fazer companhia.

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