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segunda-feira, 3 de março de 2025

INCANTATION


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Incantation é uma banda americana de death metal formada por John McEntee e Paul Ledney em 1989. Apesar de os membros da banda atualmente residirem em Johnstown, Pensilvânia, o Incantation é considerado um dos líderes da cena death metal de Nova York, ao lado de Suffocation, Mortician e Immolation.

Até hoje, a banda lançou doze álbuns de estúdio, dois álbuns ao vivo, quatro EPs, dois singles, três splits, um DVD e três demos. Seu álbum mais recente, Unholy Deification, foi lançado pela Relapse Records em agosto de 2023. A banda mantém um significativo cult following e popularidade underground desde os anos 90.

O guitarrista e vocalista John McEntee é o único membro fundador remanescente do Incantation, embora o baterista Kyle Severn tenha participado de todos os álbuns de estúdio desde o terceiro trabalho da banda, Diabolical Conquest.

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História:

O guitarrista e vocalista John McEntee tocava anteriormente em uma banda de thrash metal chamada Revenant. O Incantation ganhou destaque com os álbuns Onward to Golgotha e Mortal Throne of Nazarene, ambos com Craig Pillard nos vocais. Após o lançamento do EP Forsaken Mourning of Angelic Anguish em 1997, Pillard deixou a banda e foi substituído por Daniel Corchado, do The Chasm. Corchado participou do álbum Diabolical Conquest (1998) antes de sair, e o vocalista Mike Saez assumiu os dois álbuns seguintes, The Infernal Storm (2000) e Blasphemy (2002). Desde Decimate Christendom, McEntee assumiu os vocais, papel que mantém até hoje.

Após deixar o Incantation, o ex-vocalista Craig Pillard ingressou na banda de death metal de Nova Jersey, Disma, em 2008, da qual foi demitido em 2019 devido a alegações de simpatias nazistas. Os membros do Incantation se defenderam após serem criticados por sua associação anterior com ele, afirmando que não tinham conhecimento de suas inclinações políticas até dois anos após ele ter deixado a banda.

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Estilo, Influências e Legado:

Thom Jurek, da AllMusic, descreveu o som do Incantation como "feroz" e "implacavelmente brutal", categorizando o estilo da banda como uma fusão de death metal, black metal e grindcore. Ele acrescentou que a banda utiliza riffs de guitarra "punitivos" e "tempos amplamente variados". O Incantation também é conhecido por elementos de doom metal presentes em sua música. A banda frequentemente emprega passagens lentas e com afinação baixa, semelhantes ao estilo death-doom de bandas como Autopsy. Em uma entrevista à Revolver, o guitarrista e vocalista John McEntee disse: "Sempre dissemos que o riff em si não é importante, mas sim a sensação que você tem ao ouvi-lo".

O conteúdo lírico do Incantation frequentemente aborda temas anticristãos, satânicos e ocultistas.

A banda citou Necrophagia, Possessed, Destruction, Sepultura, Kreator e Sarcófago como influências.

O Incantation é considerado altamente influente para uma série de bandas posteriores de death metal, incluindo Dead Congregation, Grave Miasma e Portal, frequentemente descritas como representantes do "cavernous death metal".

Obs: Cavernous Death Metal é um subgênero do death metal que se caracteriza por sua atmosfera sombria e opressiva e pelo uso de riffs de guitarra e padrões de bateria reverberantes e ecoantes. Muitas vezes é caracterizado por seus riffs lentos, pesados ​​e repetitivos, e pelo uso de rosnados e gritos graves.

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ÁLBUNS DE ESTÚDIO

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Onward to Golgotha (1992)

Escutei dia 03/03/2025

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Mortal Throne of Nazarene (1994)

Escutei dia 24/03/2025

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Diabolical Conquest (1998)

Escutei dia 24/03/2025

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The Infernal Storm (2000)

Escutei dia 29/03/2025

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Blasphemy (2002)

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Decimate Christendom (2004)

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Primordial Domination (2006)

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Vanquish in Vengeance (2012)

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Dirges of Elysium (2014)

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Profane Nexus (2017)

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Sect of Vile Divinities (2020)

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Unholy Deification (2023)

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Fonte: Wikipedia / Metal Archives

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ATROPHY

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Instagram Atrophy

Ficha da Banda no Metal Archive

Atrophy é uma banda de thrash metal formada em Tucson, Arizona, em 1986, durante o auge da cena thrash metal dos anos 80. Embora não tenham alcançado o mesmo nível de reconhecimento que bandas como Metallica, Slayer ou Megadeth, o Atrophy se destacou por suas letras críticas, energia agressiva e abordagem temática focada em problemas sociais, políticos e psicológicos. A banda é um exemplo clássico do thrash metal underground, com uma estética crua e uma sonoridade que combina velocidade, riffs cortantes e vocais incisivos.

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Curiosidades:

O nome Atrophy (atrofia, em inglês) reflete a visão da banda sobre a decadência da sociedade e a perda de valores humanos.

A banda foi formada por Brian Zimmerman (vocal), Chris Lykins (guitarra), James Gulotta (baixo) e Tim Kelly (guitarra), com Rick Skowron assumindo a bateria logo após a formação.

Após o lançamento de dois álbuns nos anos 80/90, o Atrophy entrou em hiato por décadas, retornando apenas em 2020 com o lançamento de Chemical Dependency.

A morte do guitarrista Tim Kelly em 1998, em um acidente de carro, foi um golpe significativo para a banda e seus fãs.

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Temática das Músicas:

As letras do Atrophy são uma crítica contundente à sociedade, abordando temas como:

Corrupção política e social: Músicas como "Socialized Hate" e "Puppies and Friends" criticam a manipulação das massas e a hipocrisia dos sistemas de poder.

Dependência química: O álbum Chemical Dependency explora os efeitos destrutivos das drogas e do vício.

Guerra e violência: "Violent by Nature" e "Preacher, Preacher" discutem a natureza violenta da humanidade e a influência negativa de ideologias extremistas.

Isolamento e loucura: O álbum Asylum (2024) mergulha em temas de saúde mental e alienação.

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Estética:

A estética do Atrophy é típica do thrash metal dos anos 80, com capas de álbuns agressivas e artes que refletem o conteúdo lírico das músicas. A banda adotava um visual simples, com jeans rasgados, jaquetas de couro e camisetas de bandas, alinhado ao estilo "crossover" da época. Sua música é direta, com riffs rápidos, solos técnicos e vocais que variam entre gritos e melodias mais acessíveis.

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Álbuns Comentados:

Socialized Hate (1988)

O álbum de estreia do Atrophy é um clássico do thrash metal underground. Com músicas como "Chemical Dependency" e "Beer Bong", o álbum combina energia crua com letras sarcásticas e críticas sociais. A produção é rústica, mas isso só aumenta o apelo do álbum, capturando a essência do thrash da época.

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Violent by Nature (1990)

O segundo álbum da banda trouxe uma evolução sonora, com músicas mais complexas e técnicas. Destaques incluem "Puppies and Friends" e "Too Late to Change". Apesar de sua qualidade, o álbum foi ofuscado pelo declínio comercial do thrash metal no início dos anos 90, o que contribuiu para o hiato da banda.

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Chemical Dependency (2020)

Após 30 anos de hiato, o Atrophy retornou com um álbum que mantém a essência do thrash metal clássico, mas com uma produção moderna. O álbum aborda temas como vício e alienação, com músicas como "Seeds of Sorrow" e "Blinded by Fear". O retorno foi bem recebido pelos fãs, que celebraram a volta da banda ao cenário do metal.

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Asylum (2024)

O mais recente álbum do Atrophy, Asylum, explora temas de saúde mental e isolamento, refletindo a loucura e a alienação do mundo moderno. Com músicas como "Bleeding Out" e "Echoes of the Past", o álbum mostra uma banda mais madura, mas ainda fiel às suas raízes thrash. A produção é limpa e poderosa, mantendo a energia crua que sempre caracterizou o som da banda.

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Legado:

O Atrophy é uma banda que, apesar de não ter alcançado o estrelato, deixou sua marca no thrash metal com sua abordagem crítica e sonoridade agressiva. Seus álbuns dos anos 80 são considerados clássicos cults do gênero, e seu retorno em 2020 mostrou que ainda têm muito a oferecer. Para fãs de thrash metal clássico e underground, o Atrophy é uma banda essencial, que representa a resistência e a autenticidade do metal.



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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

TZOMPANTLI

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TZOMPANTLI [ INSTAGRAM]

FICHA DA BANDA NO METAL ARCHIVES

Tzompantli é uma banda de death metal com fortes influências da cultura e mitologia asteca, e seu álbum Tlazcaltiliztli (lançado em 2022) é uma imersão profunda nesse universo. O nome do álbum, Tlazcaltiliztli, refere-se a um ritual de sacrifício asteca, o que já dá o tom sombrio e ritualístico da obra. A música da banda é pesada, atmosférica e repleta de elementos que remetem à espiritualidade e à violência da cultura mesoamericana. Tlazcaltiliztli explora temas como morte, sacrifício e renascimento, pilares centrais da cosmovisão asteca. A música da Tzompantli não é apenas uma expressão artística, mas também uma homenagem e uma reflexão sobre a brutalidade e a beleza dessa cultura. O álbum questiona a relação entre violência e espiritualidade, sugerindo que o sacrifício humano, embora chocante para os padrões modernos, era visto como uma forma de manter o equilíbrio cósmico no mundo asteca. Essa dualidade entre destruição e criação permeia todo o álbum, convidando o ouvinte a refletir sobre a natureza da existência e o papel da violência na história humana.

    As letras e a atmosfera do álbum transportam o ouvinte para um mundo de deuses sanguinários, guerreiros e rituais ancestrais. A banda utiliza instrumentos tradicionais e vocais guturais para criar uma experiência sonora que parece ecoar dos templos e pirâmides de Tenochtitlán. A escolha de temas como o sacrifício humano e a adoração a deuses como Huitzilopochtli (deus da guerra) e Mictlantecuhtli (deus da morte) reforça a conexão com a cultura asteca, enquanto a música serve como um veículo para preservar e reinterpretar essas histórias em um contexto moderno.

    Com riffs pesados, batidas brutais e uma produção que enfatiza a atmosfera sombria e ritualística, a banda incorpora elementos de doom metal e black metal, criando uma sonoridade densa e envolvente. O uso de instrumentos tradicionais, como tambores e flautas, adiciona uma camada autêntica à música, enquanto os vocais guturais e os coros evocam a sensação de estar em meio a um ritual antigo. O álbum é uma jornada sonora que combina brutalidade e beleza, refletindo a complexidade da cultura que o inspira.

    Tlazcaltiliztli é mais do que um álbum de death metal; é uma experiência cultural e espiritual que mergulha o ouvinte no coração da civilização asteca. A Tzompantli consegue capturar a essência dessa cultura, transformando-a em uma obra de arte que é tanto uma homenagem quanto uma reflexão sobre a natureza humana. Para os fãs de metal que buscam algo além do convencional, este álbum é uma viagem inesquecível ao passado, repleta de brutalidade, mistério e profundidade. 🎸🔥

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