sábado, 29 de março de 2025

CATHEDRAL

 

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A banda inglesa Cathedral foi formada em 1989 por Lee Dorrian (ex-vocalista do Napalm Death) e pelo guitarrista Gary Jennings, tornando-se uma das principais referências do doom metal nos anos 1990 e 2000. Com uma estética que misturava elementos clássicos do Black Sabbath com influências de rock psicodélico, progressivo e até stoner, a banda criou uma identidade única, marcada por riffs pesados, atmosferas sombrias e uma abordagem muitas vezes experimental. A banda encerrou suas atividades oficialmente em 2013.

VER POSTAGEM ESPECIAL NO BLOGUE SOBRE AS ILUSTRAÇÕES DAS CAPAS DOS ÁLBUNS DO CATHEDRAL COM A ARTE DE DAVE PATCHETT.

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Estética e Temática das Letras

A estética do Cathedral era fortemente influenciada pelo ocultismo, surrealismo, ficção científica e humor negro. As letras frequentemente exploravam temas como morte, decadência, alienação, religiões obscuras e viagens psicodélicas, muitas vezes com um tom sarcástico ou irônico. A arte visual dos álbuns também seguia essa linha, com capas que lembravam ilustrações de pulp fiction, arte psicodélica e referências a filmes B de terror.

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Análise dos Álbuns

Forest of Equilibrium (1991)

Obra-prima do doom metal, este álbum é lento, denso e extremamente melancólico.

Letras sobre desespero, isolamento e decadência espiritual.

Destaques: "Commiserating the Celebration" e "Ebony Tears".

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The Ethereal Mirror (1993)

Introduziu um som mais dinâmico e acessível, com riffs mais rápidos e influências de hard rock.

"Ride" e "Midnight Mountain" mostram uma pegada mais energética, enquanto "Grim Luxuria" mantém o peso do doom.

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The Carnival Bizarre (1995)

Mistura de doom, rock psicodélico e stoner, com participação de Tony Iommi (Black Sabbath) em "Utopian Blaster".

Temática mais surreal e circense, como um "carnaval do macabro".

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Supernatural Birth Machine (1996)

Mais experimental, com elementos de krautrock e rock progressivo.

Letras sobre extraterrestres, conspirações e viagens cósmicas.

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Caravan Beyond Redemption (1998)

Um dos álbuns mais diversificados, com influências de blues, rock dos anos 70 e até funk.

"Voodoo Fire" e "Liquid Grave" mostram a versatilidade da banda.

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Endtyme (2001)

Retorno ao doom pesado, com atmosferas mais sombrias e letras sobre fim do mundo e colapso espiritual.

"Mourning of a New Day" é uma das faixas mais deprimentes da banda.

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The VIIth Coming (2002)

Mistura de doom clássico e hard rock, com letras sobre mitologia e ocultismo.

"The Screaming Lies" e "Nocturnal Fist" são destaques.

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The Garden of Unearthly Delights (2005)

Álbum progressivo e épico, com longas faixas e estruturas complexas.

Letras sobre jardins cósmicos, paraísos alienígenas e delírios místicos.

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The Guessing Game (2010)

Duplo álbum que explora folk, psicodelia e doom, com influências de Jethro Tull e King Crimson.

"Funeral of Dreams" e "The Running Man" mostram uma abordagem mais melódica.

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The Last Spire (2013)

Álbum de despedida, voltando ao doom puro e minimalista.

Letras sobre morte e transcendência, fechando a carreira com um tom melancólico.

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Legado

O Cathedral foi essencial para a evolução do doom metal, trazendo experimentalismo e uma estética única que influenciou bandas como Electric Wizard, Witchcraft e Pallbearer. Seu equilíbrio entre peso, psicodelia e humor garantiu um lugar especial na história do metal.

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